segunda-feira, 19 de maio de 2008

Ajude-nos, Senhor!

Não pratiques o mal, e o mal não te iludirá. Afasta-te da injustiça, e a injustiça se afastará de ti. Meu filho, não semeeis o mal nos sulcos da injustiça, e dele não recolherás o sétuplo. Não peças ao Senhor o encargo de guiar outrem, nem ao rei um lugar de destaque. Não te justifiques perante Deus, pois ele conhece o fundo dos corações; não pretendas parecer sábio diante do rei. (...) Não te deixes levar ao desânimo. Não descuides de orar nem de dar esmolas.
Eclesiastes 7: 1-10
Bom dia,
E que lindo dia está essa segunda-feira! Estou viva e isso é um grande motivo para adorar e engrandecer o nome do Senhor. Agradeço pela presença divina que em mim habita, pelos livramentos, pelas bençãos derramadas. Sigo em frente, tentando observar a palavra de Deus, ainda que essas tentativas em alguns momentos sejam frustradas.
Observo atentamente, cuidando para que não tenha inveja dos ímpios, não deseje o mal a quem quer que seja, mesmo quando sofro aborrecimentos, não caia em tentação, uma vez que, de acordo com o meu Pai, devo me afastar do mal. Conforme o que está escrito em Eclesiastes, quando não pratico o mal, este não me iludirá, quando não semeio injustiça, não a colho. Deus, sabe o que planto, pois nada fica oculto aos seus olhos; sei dos meus defeitos e Ele me conhece mais do que eu, sabe da minha situação, sabe o que faço, por onde ando, o que digo, o que penso... Para que me esconder, como meus ancestrais, Adão e Eva, o fizeram? O que adiantou não dizer a verdade, não assumir seus erros diante do Deus onisciente? Para que se esconder? Deus sabe de todas as coisas. Nós é que, às vezes, pensamos ser espertinhos demais para enganá-lo, mas nos enganamos.
Portanto, Deus, sei que tu me conheces bem. Sabes o mais profundo de meus segredos. Conheces o meu pensar, o meu agir, a minha personalidade, o meu caráter. Tu sabes até quando te falto com a verdade, quando não sou sincera contigo, quando estou te dizendo "da boca para fora". Não, Deus, não quero faltar-te com a verdade, não quero tentar te enganar, ou tentar barganhas com o Senhor. Quero servi-lo, envolver-me em sua Magnífica presença... Segui-lo sempre, conforme a tua vontade! Seja o centro de minha vida, Senhor! E abençoe a pessoa que me lê nesse momento, permitindo que ela tenha um encontro verdadeiro contigo, assim como o Senhor me leva à sua presença agora. Amém!

Um comentário:

zilmablog@hotmail.com disse...

Considero importante sua introspecção. Engana-se a pessoa que pensa enganar a Deus. Nada foge aos seus olhos. Mas sábio é aquele que entende e se lança aos seus pés.
Em detrimento de conquistar certos interesses, o ser humano acaba sofrendo de uma deformidade inexorável no seu caráter, a qual submete-o ao constante favor da misericórdia divina. Deus conhece o mais profundo do nosso coração e antes do nosso falar ele tem o grande poder de avaliar a nossa intenção.
A meu ver, muitos não conseguem passar seus sentimentos a limpo porque preocupam-se tanto em dar respostas ao seu próximo, muitas vezes evasivas e persuasivas, envernizando tanto os relacionamentos que acabam esquecendo da Onisciência de Deus, demonstrando cada vez mais pobreza e frustração emocional ao invés de comunhão e equilíbrio.
Davi, homem segundo o coração de Deus, não era nem de longe perfeito, mas cultivou uma crescente comunhão com o Todo poderoso por meio da sinceridade da suas confissões o que o tornou totalmente íntimo e dependente de Deus. Mesmo em meio a tantas falhas e erros, visto que o tornara uma pessoa desejável e sua presença agradável em qualquer lugar: Eis aí o grande mistério.
Jesus no uso da sua aflorada sensibilidade soube respeitar e compreender a fraqueza humana, não condenou cegamente as práticas cometidas pelas pessoas, nem fez vistas à elas, mas mostrou saídas honrosas e respeitando suas peculiaridades ensinou o homem a moldar sua personalidade e corrigir seu caráter, a fim de tornar-se melhor a cada dia.
É uma grande vitória quando reconhecemos nossos pontos fracos e os trabalhamos, mas entendo que precisamos mesmo é aprender conviver conosco em primeiro lugar, porque às vezes, esquecemos de respeitar a si próprios, de dar importância aos nossos sentimentos, prioridades e limitações de acordo com a nossa singularidade, submetendo-nos constantemente a uma austera rigidez de conduta, o que em partes é bom e necessário, mas acabamos desconsiderando nossa individualidade, porque foi ele quem nos fez, e é necessário reconhecer isto. Temos o direito de escolhas, mas nunca devemos martirizar nosso caráter em busca da perfeição total porque não a atingiremos aqui. Nem sempre é importante calar quando temos vontade e necessidade de falar, mas às vezes a oração do silêncio eclode como uma forma de grito da alma e acaba sendo legitimada por Deus em nosso favor. O homem declara-se na sua presença e é compreendido nas suas fraquezas, por isso, eis a razão da nossa eterna dependência Dele: Porque somos seres humanos carentes e necessitamos constantemente do seu perdão e do seu infinito amor.